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Por que fazemos software chato
Existe uma indústria inteira construída em cima de manter você dentro do app. Sequências. Medalhas. Bolinhas vermelhas. Uma notificação calculada para o momento exato em que sua atenção se distrai. Funciona — e esse é o problema. Engajamento é fácil de medir e fácil de otimizar, e a maior parte dos softwares vai, aos poucos, se curvando nessa direção.
Nós estamos tentando construir a outra coisa.
Chato é elogio
Quando chamamos um app de chato, é um elogio. Um app chato é aquele em que você não pensa. Você abre, faz a única coisa que foi fazer e fecha. Ele não comemora você ter aparecido. Não inventa motivos para puxar você de volta. Respeita que a sua vida acontece fora da tela.
Um interruptor de luz é chato. Um bom caderno também. Você ficaria irritado se qualquer um dos dois tentasse “reengajar” você.
Três regras que seguimos
Sem dark patterns. Sem urgência falsa, sem fluxo de cancelamento confuso, sem culpa. Se uma decisão de design só beneficia a gente às suas custas, ela não vai para o ar.
Seus dados são seus. Suas informações ficam nos seus aparelhos e no seu próprio iCloud privado. Sem conta para criar, nada enviado para os nossos servidores — porque não temos nenhum que toque nos seus dados — e nada vendido para ninguém.
Feito para durar. Nativo, rápido e mantido sem alarde. Preferimos lançar um app menor que funcione perfeitamente por uma década do que um app inchado que corre atrás de toda moda.
O lado do negócio
“Software tranquilo” não é caridade; é outra aposta. A gente acredita que existe gente suficiente cansada de ter a atenção explorada para sustentar um estúdio pequeno e duradouro que atenda bem essas pessoas — um app honesto de cada vez.
O Boring Expenses é o primeiro. Outros estão a caminho. Se isso parece o tipo de software que você quer no seu celular, fique por perto.